Nosso time da Fast Shipping realizou uma visita técnica à Paclog, em Navegantes (SC), com um objetivo bem claro: aprofundar conhecimento prático sobre armazenagem alfandegada, estrutura de TECA e fluxos operacionais aplicados ao dia a dia do Aeroporto de NVT. A agenda foi uma imersão completa — do entendimento do processo ao “chão do armazém” — para ampliar repertório técnico e fortalecer, na prática, a qualidade das soluções logísticas que entregamos aos nossos clientes.
A Paclog atua em logística aeroportuária e opera em terminais de cargas em pontos estratégicos do país — Goiânia, Curitiba, Recife, Vitória e Navegantes — atendendo diferentes vocações regionais e demandas específicas de mercado.
Durante a apresentação, ficou evidente como cada base tem particularidades: Recife com forte perfil exportador de cargas perecíveis e operação intensa; Goiânia com destaque para o polo farmacêutico e industrial; Vitória com nacionalizações em volume; e Curitiba/Navegantes com perfil industrial e farmacêutico relevante.
TECA NVT: estrutura, segurança e operação orientada a performance
Um dos pontos altos da visita foi a visão detalhada da estrutura do TECA em Navegantes (SC) e como ela foi pensada para resolver gargalos reais de operação. O terminal atual foi construído do zero a partir de um projeto iniciado em 2019, dentro de uma concessão de 25 anos com investimento, após limitações de infraestrutura do terminal anterior — que traziam restrições de manobra, espaço e produtividade. Na prática, a estrutura e os controles chamam atenção pelo foco em fluidez e conformidade: a Paclog hoje conta com mais de 140 câmeras distribuídas pelo terminal para monitoramento, atendendo tanto segurança operacional quanto demandas de fiscalização. Também vimos cuidados voltados a quem movimenta a logística no dia a dia, como um espaço de apoio para motoristas com infraestrutura de conforto durante espera e janelas operacionais, além de reforços de segurança física no local
Outro destaque importante foi a capacidade de armazenagem e o desenho de áreas críticas, incluindo soluções para cargas com exigência de temperatura controlada e inspeções. A Paclog apresentou uma operação com controle térmico flexível, dispondo de câmaras frigoríficas flexíveis que atendem às faixas de 2°C a 8°C, 15°C a 25°C e até -18°C, além de áreas internas com Raio-X.
Em termos de escala, foi enfatizado que a operação em Navegantes triplicou a capacidade de armazenagem em relação ao cenário anterior, com expansão de área de armazém e crescimento nas posições de armazenagem, incluindo parte dedicada a controle de temperatura.
Fluxo operacional e integração: do recebimento ao TECA
Um aprendizado valioso para o nosso time foi entender, com clareza, como a operação se organiza quando há necessidade de etapas em pontos diferentes do aeroporto. Na explicação apresentada, a carga aérea pode ser recepcionada em um ponto (referido como “TECA dois”) e seguir em trânsito terrestre para o local de armazenagem/gestão principal (“TECA um”), com registro e condução do processo sob responsabilidade da operação — reduzindo fricção para o cliente. Esse fluxo foi detalhado também dentro do contexto do “projeto do cargueiro”, com registro de DTA e transferência rodoviária até o armazém operacional, incluindo cobertura e gestão do transporte como parte do serviço.
Além disso, a Paclog compartilhou uma visão estratégica de Navegantes como alternativa logística para reduzir dependência de grandes hubs, mencionando a localização a cerca de 610 km de São Paulo e o racional de desafogar gargalos associados a Guarulhos em determinadas situações. Para quem vive logística no detalhe, esse tipo de discussão — conectando infraestrutura, processo e impacto no lead time — é exatamente o que torna uma visita técnica tão rica.
Tecnologia e rastreabilidade: gestão “na medida” da operação
Outro ponto que conversou muito com o que acreditamos na Fast Shipping foi a visão de processos com rastreabilidade e customização. A Paclog relatou a evolução tecnológica após limitações de sistemas antigos, destacando o desenvolvimento de um sistema próprio para recebimento e liberação de carga, com área do cliente criada para atender às rotinas reais da operação
Para nós, que trabalhamos diariamente com experiência do cliente, visibilidade e previsibilidade logística, esse tipo de maturidade operacional é um aprendizado direto.
Cargas Perigosas
O armazém de cargas perigosas (DGR) fica em uma área afastada do armazém principal para reforçar a segurança e o controle de risco na operação. Essa separação física reduz a possibilidade de impacto sobre as demais cargas e pessoas em caso de ocorrência, além de facilitar o cumprimento dos protocolos exigidos para manuseio, segregação e armazenagem de materiais classificados como perigosos. Na prática, é uma estrutura pensada para manter a operação mais segura, organizada e aderente às normas, com acesso e rotinas de conferência mais controladas.
O que levamos dessa visita
A visita reforçou, de forma bem prática, como excelência em armazenagem alfandegada depende de três pilares trabalhando juntos: infraestrutura (layout e capacidade), conformidade e segurança (controle, monitoramento e fiscalização) e processos com tecnologia (rastreabilidade ponta a ponta e operação “redonda”). Tudo isso amplia nosso repertório para orientar clientes com mais confiança — especialmente em projetos que exigem entendimento técnico de TECA, fluxo alfandegado e necessidades específicas (como temperatura controlada).
Agradecemos à equipe da Paclog pela recepção e pela troca aberta e objetiva. Seguimos investindo em aprendizado de campo porque, no fim, logística boa é logística bem entendida — nos detalhes.




