
As bobinas de alumínio são matérias-primas essenciais para diferentes segmentos da indústria brasileira. Construção civil, embalagens, indústria automotiva, linha branca, refrigeração, equipamentos industriais e fabricação de componentes estão entre os setores que utilizam o material em diferentes ligas, espessuras e acabamentos.
Por se tratar de uma commodity industrial com diversas especificações técnicas, sua importação exige atenção especial à classificação fiscal, origem, composição da liga, dimensões, tratamento administrativo e logística internacional.
Uma divergência na descrição ou classificação do produto pode gerar custos adicionais, atrasos no desembaraço e até problemas tributários. Por isso, planejamento e conhecimento técnico fazem diferença em toda a operação.
Principais países fornecedores de alumínio
O mercado internacional de alumínio possui uma cadeia bastante diversificada, mas alguns países se destacam pela capacidade produtiva e pela presença no comércio internacional.
A China ocupa posição de destaque na produção mundial de alumínio e possui uma extensa cadeia industrial de produtos laminados. Dependendo da especificação procurada, outros mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio também podem ser alternativas de fornecimento.
Entre as origens que podem aparecer nas operações internacionais estão:
China;
Índia;
Coreia do Sul;
Turquia;
países europeus;
países do Oriente Médio.
A escolha do fornecedor não deve considerar somente o preço FOB do produto. Frete internacional, transit time, impostos, medidas de defesa comercial eventualmente aplicáveis, disponibilidade de equipamento e custo logístico total também precisam entrar na comparação.
Especialmente quando a origem é a China, é importante verificar previamente se a mercadoria e sua classificação fiscal estão abrangidas por alguma medida de defesa comercial vigente ou outro tratamento específico.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mantém informações sobre investigações e medidas de defesa comercial, incluindo processos envolvendo produtos laminados de alumínio.

Qual é a NCM da bobina de alumínio?
Esse é um dos principais pontos de atenção.
Não existe uma única NCM aplicável a toda bobina de alumínio. A classificação depende das características técnicas do material, incluindo composição, liga, espessura, formato e eventualmente outros atributos.
Duas posições são particularmente importantes:
NCM 7606 – chapas e tiras de alumínio com espessura superior a 0,2 mm.
NCM 7607 – folhas e tiras delgadas de alumínio com espessura não superior a 0,2 mm, excluindo eventual suporte.
Dentro dessas posições existem diferentes desdobramentos, por exemplo:
7606.11 – alumínio não ligado;
7606.12 – ligas de alumínio;
7606.91 – outras formas, de alumínio não ligado;
7606.92 – outras formas, de ligas de alumínio;
7607.11 – folhas e tiras simplesmente laminadas;
7607.19 – outras folhas e tiras sem suporte;
7607.20 – folhas e tiras com suporte.
A classificação correta deve ser definida antes do embarque e com base na ficha técnica da mercadoria.
Informações como liga, composição química, espessura, largura, processo de laminação, acabamento e aplicação podem ser determinantes.
A consulta da classificação pode ser realizada pelo Sistema Classif da Receita Federal.
Tratamento administrativo na importação
Depois de determinar a NCM, é necessário verificar o tratamento administrativo aplicável à operação.
O próprio Siscomex recomenda que essa análise seja feita no Simulador de Tratamento Administrativo, pois as exigências podem variar conforme NCM, características da mercadoria, operação e legislação vigente.
Essa consulta permite identificar se a importação exige algum tipo de licenciamento, LPCO ou anuência específica.
Com a implementação gradual do Novo Processo de Importação, parte das operações já ocorre através da DUIMP – Declaração Única de Importação, enquanto outras situações ainda podem permanecer nos fluxos tradicionais, de acordo com o cronograma e enquadramento da operação.
Por isso, não é recomendável assumir que determinada bobina está automaticamente dispensada de controles somente com base em operações anteriores.
Consulte o Tratamento Administrativo de Importação no Siscomex antes de fechar a operação.

Atenção às especificações técnicas
Na importação de bobinas de alumínio, uma descrição genérica como “aluminum coil” não é suficiente para uma análise adequada da operação.
É importante reunir previamente informações como:
liga do alumínio;
composição química;
têmpera;
espessura;
largura da bobina;
peso líquido;
peso bruto;
diâmetro interno e externo;
tipo de acabamento;
presença de revestimento;
processo de laminação;
aplicação/finalidade;
fabricante;
país de origem.
Essas informações auxiliam tanto na classificação fiscal quanto na conferência documental e aduaneira.
Em determinados enquadramentos de produtos laminados de alumínio, o DECEX já estabeleceu tratamentos específicos e exigências adicionais de informações técnicas, demonstrando a importância de uma descrição detalhada da mercadoria.
Quais documentos são necessários para importar bobinas de alumínio?
A documentação pode variar conforme a operação, NCM, origem e negociação comercial. De forma geral, o importador deve estar preparado para trabalhar com:
Commercial Invoice;
Packing List;
Bill of Lading (B/L) ou Air Waybill (AWB);
Certificado de Origem, quando aplicável;
Ficha técnica do produto;
Certificado de análise/composição química do material;
Purchase Order;
DUIMP ou DI, conforme o processo aplicável;
LPCO ou Licença de Importação, quando exigidos;
documentos relacionados ao tratamento administrativo específico da NCM, quando aplicável.
Além dos documentos comerciais tradicionais, é recomendável solicitar ao fabricante a ficha técnica e o certificado do material (Mill Test Certificate/MTC) antes do embarque.
Isso permite validar antecipadamente as características declaradas pelo fornecedor.
Quais impostos incidem na importação?
A tributação deve ser analisada de acordo com a NCM efetivamente utilizada na operação.
Entre os tributos que podem fazer parte do processo estão:
Imposto de Importação (II);
IPI;
PIS-Importação;
COFINS-Importação;
ICMS.
Além deles, devem entrar na composição do custo da operação despesas como frete internacional, seguro, armazenagem, despesas portuárias, despacho aduaneiro e demais custos logísticos.
Também é importante verificar a existência de Ex-tarifários, reduções tarifárias, acordos comerciais ou medidas de defesa comercial que possam alterar o custo final da importação.
Por isso, a análise tributária deve ser feita utilizando a NCM exata e as condições específicas da operação, evitando estimativas baseadas apenas na descrição genérica “bobina de alumínio”.
Cuidados com o transporte das bobinas
Além das questões aduaneiras, o transporte físico exige atenção.
Bobinas são cargas densas e pesadas, concentrando grande quantidade de peso em uma área relativamente pequena. Isso influencia diretamente a escolha do equipamento, distribuição da carga e procedimento de estufagem.
Dependendo do peso individual das bobinas, quantidade e forma de acondicionamento, podem ser utilizados contêineres de 20 pés, que costumam ser adequados para cargas densas, ou equipamentos especiais quando as dimensões e características da mercadoria exigirem.
Antes do booking, é fundamental analisar:
Peso por bobina: o peso individual interfere diretamente no planejamento da movimentação e estufagem.
Peso total: deve respeitar os limites do equipamento, transporte terrestre e legislação aplicável.
Distribuição de peso: a carga precisa ser posicionada corretamente dentro do contêiner para evitar concentração excessiva de peso.
Peação: as bobinas devem ser devidamente bloqueadas e fixadas para impedir deslocamentos durante o transporte marítimo e terrestre.
Umidade: o alumínio precisa ser protegido contra água, condensação e outros agentes que possam comprometer o acabamento superficial.
Equipamentos de movimentação: empilhadeiras, pontes rolantes, berços para bobinas e demais equipamentos precisam ser compatíveis com peso e dimensões da carga.
Uma análise incorreta pode gerar avarias, problemas na estufagem, necessidade de readequação da carga e custos extras.
Planejamento antes do embarque
Uma importação bem estruturada começa muito antes de o contêiner sair do porto de origem.
Antes de confirmar a compra, é recomendado validar:
1. Especificação técnica da bobina → 2. NCM → 3. Tratamento administrativo → 4. Tributação → 5. Documentação → 6. Peso e dimensões → 7. Equipamento → 8. Frete e rota → 9. Booking → 10. Embarque.
Essa sequência reduz a possibilidade de descobrir alguma restrição somente depois que a mercadoria já estiver produzida ou embarcada.
No caso de cargas provenientes da Ásia, também é importante acompanhar períodos de maior pressão logística, como Chinese New Year e Golden Week, quando paralisações de fábricas, antecipação de pedidos e aumento da demanda podem afetar espaço, equipamentos e tarifas.
Como a Fast Shipping pode ajudar na importação de bobinas de alumínio?
A importação de matérias-primas industriais exige mais do que encontrar um frete internacional.
É necessário entender a carga, sua origem, peso, equipamento necessário, prazo de entrega e particularidades da operação para definir uma estratégia logística eficiente.
A Fast Shipping atua no planejamento e gerenciamento de importações marítimas e aéreas, conectando fornecedores internacionais ao Brasil através de uma estrutura logística integrada.
Para importações de bobinas de alumínio, nosso time pode atuar desde o planejamento pré-embarque, analisando características da carga e alternativas logísticas, até a coordenação do transporte internacional e acompanhamento da chegada ao Brasil.
Com relacionamento próximo aos principais players do mercado, equipe dedicada e acompanhamento personalizado, buscamos identificar a melhor combinação entre rota, prazo, disponibilidade de espaço e custo logístico para cada operação.
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Envie origem, peso, dimensões e previsão de embarque da sua carga para a Fast Shipping e consulte as melhores alternativas para sua importação.
